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A equipa do Varzim encerra, amanhã, a primeira semana de trabalho com um jogo treino frente à selecção nacional de sub-19. No rescaldo destes primeiros dias da pré temporada, Eduardo Esteves mostra-se um treinador plenamente confiante no plantel que constituiu e confessa-se agradavelmente surprendido com os reforços...
A semana foi de trabalho afincado com a equipa técnica a transmitir os princípios base para um caminho que se almeja tranquilo e sempre no topo da tabela.
«Depois desta primeira semana de trabalho, fazemos um balanço positivo. Introduzimos alguns processos novos nesta fase que serve para aquisição daquilo que pretendemos em termos de jogo e para melhoramento dos índices físicos. Neste capítulo, ainda estamos um pouco aquém daquilo que pretendemos, mas a nível de inteligência de organização, os jogadores interpretaram facilmente aquilo que queremos e as coisas estão a caminhar no bom sentido», afirmou, evidenciando a sua satisfação para com os novos elementos e o plantel formado: «Tínhamos algum conhecimento dos reforços, mas não tão profundo quanto o que temos agora, após esta primeira semana de trabalho. Ficámos agradavelmente surpreendidos com a qualidade do plantel que conseguimos constituir. Agora tudo vai depender da sua capacidade de trabalho, porque neste momento não existem convocatórias nem escolhas feitas; tudo vai depender da capacidade de trabalho que este grupo consiga ter e da sua capacidade mental para enfrentar esta liga. »
E é com base na qualidade do grupo que tem nas suas mãos, que Eduardo Esteves encara a nova época com optimismo e olhos postos no cimo da tabela. «Estamos a caminhar no bom sentido para constituirmos um grupo forte a nível de organização, de atitude mental e de capacidade de luta, por forma a fazermos um bom campeonato e andarmos sempre nos lugares cimeiros da tabela que é esse o nosso objectivo. Temos que deixar de pensar pequenino; temos que pensar que o Varzim é um clube histórico e que não chega – falo isto dos outros clubes - dizer que somos candidatos à subida de divisão e fazer orçamentos para isso. Os nossos adversários vão ter que o provar na prática. Nós queremos ter uma atitude mental e uma organização fortes para incomodarmos aqueles que são os crónicos candidatos. Temos a nossa história, temos a nossa vontade e estamos a trabalhar para fazer um campeonato tranquilo e, repito, andarmos nos lugares cimeiros da tabela.»
A juventude do plantel alvinegro é uma das características mais referidas, mas o técnico poveiro reforça a ideia de possuir um grupo equilibrado. «Temos uma mescla de juventude e experiência. Alguns elementos que entraram têm uma boa capacidade de comunicação e de organização e isso tudo misturado poderá fazer um bom grupo. Os mais novos devem entender que, quando os mais velhos falam é sempre para ajudar. Mas este grupo é claramente uma aposta na formação do clube e em jovens de qualidade. Não é por terem 19 ou 20 anos que nós vamos deixar de apostar nos jogadores. Temos jovens que já foram chamados à selecção; neste momento, temos um jogador nos sub 19. Se eles têm qualidade para estar na selecção, também têm qualidade para jogar no Varzim.»
À juventude deste plantel, junta-se também a vantagem de possuir quatorze jogadores formados no clube e que, melhor do que ninguém, conhecem o espírito e a mística do Varzim. Esteves sabe que serão eles, juntamente com os jogadores que já conhecem muito bem o clube por dentro, os primeiros a transmitir aos novos colegas a tão famigerada raça do Lobo do Mar. «Os jogadores da casa ajudam a transmitir aquilo que é a mística do Varzim. Este clube tem uma mentalidade e um querer muito próprios. O Campinho foi, ontem, incluído porque não quisemos trocar uma certeza por uma dúvida. Estávamos numa perspectiva de empréstimo para que pudessemos diminuir os custos, colocando um jogador no plantel que não custasse nada ao Varzim mas não se consumou essa intenção e então optámos pelo Campinho. É mais um jogador da casa que sabe o que é a mística do Varzim, assim como os outros que foram formados na nossa cantera. Todos eles e também aqueles que já estão cá há algum tempo e que percebem muito bem o que é o Varzim , como o Telmo, o Caetano e Bruno Moreira, vão de certeza passar esse espírito para os novos elementos. Eles sabem o que lhes é pedido, sabem o que é jogar no Varzim, sabem que as coisas podem não sair conforme foi planeado mas que têm que “morrer” em campo. Tenho a certeza de que posso contar com eles nesse tarefa de incutir aos novos jogadores esse espírito poveiro.»
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