07-Fev-2012



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5 1
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1.º 

Varzim 40
2.º RibeiraB. 33
3.º
Chaves
32
4.º Fafe 29
5.º Tirsense 28
6.º Mirandela 27
7.º Limianos 27
8.º Ribeirão 25
9.º Macedo C. 25
10.º Camacha 24
11.º Famalicão 22
12.º Vizela 22
13.º MarítimoB 19
14.º Lousada 19
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“Os sócios estão a divorciar-se do clube”, António Assunção

sr_assuncao_1.jpgA história de um clube de futebol faz-se de momentos desportivos. Vitórias marcantes. Feitos consagrados. Jogadores memoráveis. O Varzim não foge à regra e, apesar dos altos e baixos no seu percurso, o historial é rico e, fundo, é o baú de recordações que se vão acumulando desde 1915...

As páginas deste clube, quase centenário e à beira mar plantado, vão sendo escritas em águas turbulentas, que lhe parecem ter sido destinadas como que para pôr à prova, época após época, a bravura e a coragem dos que lhe vestem a camisola e dos que, nas bancadas ou em casa, sofrem com as adversidades e vibram com as glórias, porque é como se o Varzim lhes estivesse no sangue.
Ainda assim, há uma outra forma, especial, de viver este clube. Não como jogador, com termo de contrato; nem como sócio ou adepto, cuja presença é opcional; nem como dirigente, tão efémera é a sua passagem. Mas sim como funcionário. Estar no Varzim, durante anos a fio, fazer do clube um modo de vida. Senti-lo como um amor eterno. Incomparável.
Os bastidores do nosso clube, preservam funcionários cuja história de vida se mistura com a história do Varzim. De tal forma que os seus nomes já não existem isoladamente. Por exemplo, falar-se do Sr. Assunção, é falar-se no Varzim. Começou a trabalhar no clube no dia 2 de Janeiro de 1981. Já lá vão 29 anos. E é sobre a sua vida que hoje vamos falar. O Sr. Assunção aceitou “conversar” com o site oficial do clube, para que, especialmente, as gerações mais novas possam conhecer algumas das pessoas que marcam o Varzim mas que não aparecem nas páginas dos jornais nem no historial desta instituição. Se tiver tempo e disponibilidade, leia esta história.

Conte-nos como aconteceu a sua vinda para o Varzim, como funcionário administrativo.
Eu trabalhava numa casa de ferragens no Porto há 17 anos. Nunca fui pessoa de andar a saltar de trabalho em trabalho. Vim para o Varzim por influência do meu filho mais velho, o Tone Quim que, na altura fazia parte da Torcida Jovem. Tive sempre boas ofertas para voltar a trabalhar na Póvoa, mas a minha Família sabia que dificilmente eu voltaria, porque nos anos em que cá trabalhei não tinha horário nem férias, pois tinha muito serviço e não gostava de deixar nada por fazer. Se fosse preciso levava trabalho para casa. Quando comecei a trabalhar no Porto, primeiro para um empreiteiro e depois na tal casa de ferragens, apercebi-me do sentido de justiça dos patrões. Não me deixavam ficar para além da hora e quando estava na altura de gozar férias, “obrigavam-me” a tirá-las. O que aconteceu foi que o funcionário que estava na secretaria do Varzim apresentou a demissão e a Direcção aceitou-a. As pessoas que estavam à frente do clube, conheciam-me, sabiam que eu gostava muito de desporto e pediram ao meu filho para falar comigo. Ele sabia que ia ser difícil convencer-me e o certo é que quando me falou, rejeitei de imediato a ideia e nem mesmo o argumento de acabar com as viagens de comboio diárias me fez mudar de posição. Só que ele acabou por tocar na parte mais frágil, a alimentação. Infelizmente, lá no Porto, almoçávamos hoje num restaurante, amanhã noutro e as comidas não me faziam nada bem à saúde. Rendi-me ao facto de poder almoçar em casa e aceitei então o cargo. Comecei a trabalhar no Varzim no dia 2 de Janeiro de 1981.

O clube está muito diferente daquilo que era nesses tempos?
Acho que sim. Naquele tempo havia mais facilidades e o clube não sentia tanto a crise como sente agora. Houve alturas, por exemplo, quando o Sr. Lídio Marques era presidente, em que se chegava ao dia 28/29 e, se houvesse dinheiro em caixa, pagava-se logo ao pessoal. Ele dizia: “Com um ordenado de um jogador, pago ao pessoal todo”. Agora, os tempos são outros e as receitas também não são como antigamente.

Os próprios sócios também mudaram?
Sim. Mudaram muito. Eu posso dizer que nós tínhamos alturas em que, só com a quota suplementar, fazíamos de 400 a 500 contos por jogo. Além de que, nesses tempos, pagava-se 12 quotas e não 10 como actualmente. Acho que os sócios estão a divorciar-se do clube.

Mas acha que tem a ver com a crise que se vive no país ou com os resultados desportivos?
Penso que tem mais a ver com os resultados desportivos. Em qualquer clube, são os resultados que arrastam os adeptos. Se o clube estiver bem, os sócios e adeptos aproximam-se. Se o clube estiver mal, viram costas. Ouço muitas pessoas a dizer que, enquanto o Varzim estiver nestas condições, não voltam a ser sócias. Mas também é verdade que temos muitos sócios que dizem: “Nem que o Varzim desça aos regionais, eu deixo de ser sócio!”. São mentalidades.

Nestes 29 anos a trabalhar no Varzim experienciou os mais variados momentos. A vida deste clube diz-lhe muito e mexe consigo?
Sem dúvida. Quem se lembra do Varzim com o campo cheio e, nós temos na Sala de Troféus muitas fotografias a ilustrar isso, não consegue ficar indiferente. Mexe com uma pessoa. Há muito varzinismo, mas, nos maus momentos, percebemos que esse varzinismo é só da boca para fora. Tenho visto sair sócios que nunca pensei que fossem capazes de o fazer. Quando o Varzim sobe de Divisão, entram muitos sócios novos e aparecem também mais apoios para o clube. É uma euforia. Quando o clube desce, muitas pessoas desistem de ser sócias, voltam as costas. Costuma-se dizer que é como aquele indivíduo que está a afogar-se e alguém lhe põe o pé em cima para morrer logo de uma vez. Ninguém lhe estende a mão para o tentar salvar.

Já que falou nos sócios, qual é o segredo para lidar com os varzinistas?
Os sócios do Varzim devem ser dos mais díficeis de lidar. Alguns não têm compreensão e nos jogos vêm sempre comprar o bilhete ou a quota em cima da hora do jogo. Um ou outro, até parece que tem gosto em criar problemas e foi precisamente por passar por algumas situações dessas, em que fui inclusivamente insultado, que me neguei a fazer o atendimento nas tardes dos dias de jogos. Mas também há sócios muito compreensivos e que têm um comportamento exemplar. Esses dão gosto de atender. Depois temos uma parcela muito grande de sócios que não residem na Póvoa mas que pagam todos os anos as suas quotas. Não assistem aos jogos mas mantêm a sua filiação ao clube. Esses também merecem uma palavra de muito apreço. Quando comecei a trabalhar no Varzim, o processo das quotas era todo manual e por aí fui conseguindo saber quais os sócios que não residiam na Póvoa. Tomei então a iniciativa de lhes escrever uma carta a sugerir o envio das quotas por correio e o pagamento pela mesma via. A decisão dos sócios foi unânime e ainda hoje se mantém esse procedimento.

Para além do serviço de atendimento aos sócios, ocupa parte do seu tempo a fazer a manutenção de um arquivo pessoal, sobre as equipas e jogadores de todas as divisões. Quer falar-nos um pouco sobre isso?
Sempre gostei muito de estatística. Comecei por fazer um mapa dos jogadores das equipas onde jogava. O bichinho ficou e estendi esse trabalho às outras equipas. Faço um apanhado pormenorizado de todas as equipas da 1ª Liga, Liga de Honra, das três divisões da 2ª divisão e das setes equipas, mais as dos Açores e da Madeira da 3ª divisão. Quando comecei a fazer este trabalho, a finalidade era o Varzim usufruir desses dados quando estivesse interessado nalgum jogador ou quando alguém lhe sugerisse algum nome. Conseguiria saber se o jogador tinha continuidade nos clubes, se fazia muito ou poucos jogos, se é disciplinado, se marca muitos golos, etc. A verdade é que, infelizmente, o Varzim nunca aproveitou este meu trabalho. Ainda assim continuo a fazê-lo porque é um vício. Já disse para mim, várias vezes, “Esta época é a última!”. Mas sempre que começa uma nova, lá estou a fazer tudo de novo. Todos os dias da semana, a seguir ao jantar e até às 2h, vou fazendo a manutenção do arquivo.

É um exemplo de que nunca é tarde para aprender. Quando o clube informatizou a base de dados dos sócios, foi “obrigado” a aprender a lidar com o computador e, segundo apurámos, está a tirar um curso de informática na Junta de Freguesia. Já se rendeu às novas tecnologias?
Vou aprendendo alguma coisa. Eu era muito contra os computadores. Agora reconheço as inúmeras vantagens. Inscrevi-me no curso de informática para aprender mais alguma coisa e assim não tenho que estar sempre a “chatear” as pessoas aqui no trabalho com as minhas dúvidas e dificuldades. Já sei usar a internet e, agora, é o meu grande suporte, precisamente, na manutenção do meu arquivo.

Foi também jogador de futebol durante longos anos. Fale-nos um pouco desses tempos?
Joguei futebol durante 27 anos, sem ganhar um único tostão. Comecei a jogar futebol no Varzim, aos 18 anos, que era a idade mínima para se começar a jogar, pois nesses tempos só existia equipa de Juniores. Fiz o meu primeiro jogo no dia 1 de Novembro de 1947. Fui convidado pelo Mesquita, na altura director e jogador do Varzim, para fazer parte dos Juniores. Depois fiquei 2 anos apenas a jogar em Vila do Conde, em torneios de futebol popular, porque o clube não passava a carta de desvinculação. Entretanto, o Santa Cristina de Malta (VC) filiou-se e convidou-me para ir para lá jogar. Consegui com que o Varzim me passasse a carta e fui para o Malta. Não havia treinos e só se jogava ao Domingo. Nos anos seguintes, passei pelo Trofense, pelo Custóias, Pedras Rubras, Macieira da Maia e Fajozes. Deixei de jogar aos 45 anos, mas só porque o Centro de Medicina me obrigou. Foi no ano em que o Pavão morreu e como o Centro de Medicina estava em cheque começou a ser mais rigoroso na avaliação dos jogadores.

Qual é o segredo para manter essa frescura e saúde aos 82 anos?
O segredo é a boa disposição e fazer aquilo que se gosta, que no meu caso é trabalhar. Enquanto trabalho, não penso em males maiores. Também procuro ter uma boa alimentação e nunca fui pessoa de fumar. Beber alcóol, só nas refeições. É esta a lei da minha juventude. 

SN

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 .

VARZIM
x
VIZELA
19.ª Jornada
Domingo, 12 Fev.
16 horas


 
Bilhetes
2ª Divisão Nacional
Varzim x Vizela

SÓCIOS:
Efectivo: 3,50€
Veterano: 2,50€
Juvenil: 2,50€
Tarrote: entrada com cartão de sócio

Especial Dia dos Namorados
1 bilhete por casal

Acompanhante Sócio

Adulto: 8,00€
Jovem: 4,50€

PÚBLICO:
Nascente Adulto: 8,00€
Nasc. Jovem (<18): 4,50€
Banc. Central: 11,00€
 
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