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Depois de sofrer a terceira derrota consecutiva no campeonato, os Lobos do Mar estão de regresso aos jogos em casa e num confronto em que é imperativo vencer...
Diante da sua massa associativa, o Varzim pretende redimir-se do ciclo de resultados negativos e levar de vencida o Covilhã, adversário que os poveiros já defrontaram, esta época, na Taça de Portugal e que, neste momento, partilha dos mesmos pontos na Liga Vitalis.
Na antevisão deste importante duelo, o treinador Rui Dias mantém um discurso tranquilo e não dá aso a dramatizações, pois quando questionado pelos jornalistas sobre se este Varzim x Covilhã pode ser considerado “um jogo de vida ou de morte”, o técnico varzinista afasta por completo essa abordagem, defendendo que “todas as equipas nesta liga passam por momentos menos bons”. “O Santa Clara e o Olhanense – equipas que estão no cimo da tabela – também vão ter esse momento negativo”, afirma Rui Dias, entendendo que “é normal, principalmente, na 2ª liga o trajecto das equipas não ser constante”. “O próprio Gil Vicente – actual 2º classificado - há quatro jornadas atrás, estava em 15º lugar, ou seja, não é isso que faz a consistência de um processo. Na 2ª liga há várias quebras e as equipas que se conseguirem aguentar e reagir melhor a essa quebra, vão chegar ao cimo da tabela”, refere.
O treinador alvinegro concorda que os resultados menos felizes emergem de um conjunto de causas entre quais constam as lesões de alguns jogadores e o decréscimo de confiança do grupo. “Foi tudo junto. As três lesões prejudicaram aquilo que tínhamos planeado. Nestes quatro jogos, só num é que conseguimos reagir como deve ser à saída desses jogadores que por sinal estavam a ser importantes na manobra da equipa”. Entretanto, Rui Dias considera fundamental passar uma “mensagem de confiança” dentro do grupo por forma a inverter o panorama negativo. “Acreditamos na qualidade do plantel e, dentro daquilo que nos envolve, vamos arranjar as opções necessárias para colmatar as nossas lacunas actuais”, declara, acrescentando que, face à saída de Yazalde - “um jogador totalista de jogos e a primeira e mais importante referência no primeiro momento de transição”, “temos que equacionar outras formas de jogar, novas opções e com jogadores diferentes”.
O líder dos Lobos do Mar não tem dúvidas do valor do seu grupo e afirma: “Vamos voltar à senda das vitórias”.
Sobre o adversário, Rui Dias espera “um Covilhã com uma linha mais baixa e talhada para o contra-ataque”.
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